Teto branco,
quarto escuro.
Janela fechada,
cabeça enferrujada.
A mesma imaginação
que me mostra unicórnios flamejantes.
Imagino situações patéticas,
uma vida livre de rédeas.
Visão fixada ao absoluto nada,
um sonho feliz, vivido em uma vida BEM amada.
Aos poucos meu sorriso vai caindo;
quando percebo o quão estúpido tô me sentindo.
Meus olhos queimam,
minhas atitudes pesam,
minhas mãos tremem,
meu coração dispersa.
Perto das cinco,
escuto pássaros rugindo.
Antes das cinco,
a lua debate comigo.
"Não pense demais naquilo que nunca existiu."
"Tá tudo bem sentir sensações que não pareciam ser hostis."
"Chore pra aliviar o que você sentiu."
"Não se desespere dentro do seu único covil."
Respiração... leve,
coração... amolece.
Minhas pálpebras descansam,
seis horas de refúgio da própria ânsia.
"Ou quebre esse pesadelo na porra da ignorância."
-
Autor:
snowy trash (
Offline) - Publicado: 31 de agosto de 2026 04:00
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.