Eu poderia começar pelo fim Mas como um fim sem um começo? Lutei, batalhei contra mim mesmo pra 'tá' aqui e quem afetou minha mente, pagará o preço!
Era um dia normal, um clima muito ruim Eu era inocente, na minha casa, senti um corpo quente sensação diferente, nessas horas, as ideia não flui um safado indescente, violou minha semente.
Mais uma assediada, violentada, abandonada na quebrada adolescência sexualizada e ignorada pelo sistema vejo otario falando da minha roupa, uma puta palhaçada na hora do aperto quente não vi esses merda na cena.
Bebi, fumei, me droguei, mas nada para essa dor enquanto vivo alucinada, enquanto sou desprezada ninguém sonha que um velho sangrou essa flor quantas vezes gritei sem ser ouvida? "Para, Para" foram essas palavras gritadas, e só recebi "cala, cala" a rosa morreu, 'ta' no lugar a margarida machucada igual lirio podre, me tiraram paz e hoje não valho nada hoje sou esboço, e roubaram a chance de ser lisonjeada.
Como posso combater por fora e me acabar por dentro? meus traumas não me deixam seguir, mas eu tento esqueço do canalha que 'tá' na rua, dá crise quando lembro falta coragem de denunciá-lo, e aos poucos vou morrendo.
Dá vontade de mandar essa dor pro espaço que interessante, se eu fizer isso, vou junto não quero morrer, prefiro viver sem valer nenhum centavo.
Estou morando na rua, igual vagabunda clamando por ajuda, minha mente quase surta pergunto á meus santos, por que 'tô' nessa labuta recebo o recado de que mataram o filha da put@ mas não me importo, pois minha ferida não cura ninguém olha pra minha cara, vivo igual medusa.
O que dói não sara, mas cicatriza só que choro e grito quando lembro talvez um dia essa dor ameniza quando chegar esse dia, feliz estarei vivendo. Na rua, as luzes iluminam meus passos o figado virou pó, o pulmão virou maço caí no chão exausta da vida, igual lixo mal reciclado igual flor-do-deserto, machucada, apodrecida no mato.
Uma bastarda morreu, e não valeu de nada fui uma obra de arte que um dia foi violada vim de uma boa semente, que ficou envenenada morri como fruta podre de um pé de goiaba. morri calada, sem desabafar meus traumas.
Eu fiz essa poesia pois no meu estado(Pernambuco), estão aumentando os casos de estupr0, e muitas mulheres estão caladas sofrendo com isso.
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Autor:
RC WEST Z.O (
Offline) - Publicado: 30 de agosto de 2026 23:18
- Comentário do autor sobre o poema: Significa como uma forma de denúncia sobre a falta de apoio na questão de proteção estatal das mulheres. Pernambuco só tem uma delegacia para mulheres funcionando 24 horas! Então essa poesia foi um ato de protesto e reflexão. Como um estado que tem uma governadora e vice-governadora mulher e é um dos estados que as mulheres mais sofrem violência? Enfim, boa leitura, espero que gostem!
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 1
- Em coleções: POESIAS DO R.C.

Offline)
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