- Deus, de todas as formas cruéis aos quais poderia ter vindo a ser concebido,
- por que, meu senhor, quisesse-se que eu vinha de forma tão nua e descabida,
- sem orientações ou certezas,
- sem talentos de nascença,
- sem berço ou mesmo a cresça.
- Crença de poder ter sido mais devocionado, mais exaltado, mais admirado,
- Jamais em minha vida pude ter sido merecedor de tanto respeito.
- O senhor me concedeu de forma amarga, fria e sem compaixão,
- Desde aquele momento íntimo e brando ao universo,
- momento este que veio a ser minha concepção,
- eu pude ter a certeza de que em meu caminho não teria a sua crença,
- eu saberia que o que me vinha pelo caminho,
- a tragédia me acertaria e acolheria,
- que a amargura e desespero se tornaria meu lar,
- que a inveja e insaciedade viveriam em meu coração.
- punição esta que nem ao menos ser qual foi meu feito para ela ser merecedor,
- Mas aqui eu a acolho e apenas lhe deixo uma indagação.
- Deus, meu senhor, poque me concebeu a vida, apenas para ser rodeado de suas dores?
-
Autor:
Bruno Boaventura (
Offline) -
Publicado:
30 de agosto de 2026 16:57
- Comentário do autor sobre o poema: Sobre aqueles momentos que olhamos profundamente em nossa volta e nos perguntamos, \\\"porque sou merecedor de tanta dor\\\"
- Categoria: Religioso
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