Nos teus olhos, tão ao longe, o caos vira a música que jamais deixei de ouvir. Teu toque, tão suave quanto seda e tão ofuscante quanto um raio na tempestade, tocam-me a pele ferida que ainda sangra. Tua presença não estás comigo para salvar-me, mas para arder comigo, para mergulhar tão profundamente quanto minha dor, para permanecer comigo, ao meu lado, onde toda dor ainda existe. Estás lá não para rir de mim, não para julgar-me, não para ferir-me e mandar-me ainda mais ao fundo. Estás lá para estender tua mão tão limpa e tocar a minha mão tão ensanguentada. Mesmo que anoiteça, ainda posso ver-te na escuridão, brilhando como cada estrela que ainda posso ver. E então, teus olhos hipnotizam-me, fazendo-me rezar para que não sejam uma miragem, para que não me deixes onde não posso aguentar. Assim, ao decorrer de dias e noites sem fim, teu amor permanece como uma rosa no jardim, floresce e permanece puro. Tua mão ainda segura a minha, mesmo o quão impura ela possa estar. Teu olhar ainda encontra o meu, mesmo quanta dor eu carregue em meu olhar. Teu toque ainda cura cada cicatriz, mesmo com o tamanho passado amargo que ela carrega.
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Autor:
Kira né? (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 27 de agosto de 2026 23:41
- Comentário do autor sobre o poema: Escrevi a um tempinho, não tá ruim, espero que gostem!!
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3

Offline)
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