Poeira do Asfalto

Lia de Sá

 

As noites tomam-me os sonhos.
No abrir e fechar dos olhos, fujo da realidade.
Existirá alguém tão inadequado quanto eu?

Os pensamentos são como a poeira do asfalto:
levantam-se à luz do dia
e tomam seu lugar de direito na madrugada.

Estremeço a cada minuto
por saber o que sou…
E não há esperança de mudança
neste mundo escorregadio.

Por favor, coopere e sorria!
Siga o ciclo dos gratos.
Viva definhando nas esferas amargas,
beba sua violência interna.

Se tiveres astúcia, ouça:
não há porquê viveres na cadeia da cidade
se estás preso às cadeias dos teus pensamentos…

Por favor, coopere e sorria!
Siga o ciclo dos gratos.

  • Autor: Lia de Sá (Offline Offline)
  • Publicado: 26 de agosto de 2026 16:32
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 6


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