Eu logo vou procurar ser uma estrela,
Ver o mundo cortado em pedaços,
Sem nexo nem beleza,
Pela janela do quarto de Tristeza,
Pelos meus olhos mortos de Paz...
Eu logo vou procurar as trevas na certeza
Que meu brilho será fugaz e de uma leveza
Tão tênue e inocente (!)
Que só no Nada, talvez, será presente.
E penetrará distante, num instante,
Na pureza intacta, intocável, da triste beleza.
E o Sol não se surpreenderá
Com mais uma mera ausência.
Mas não mais será o Sol!
E os campos e os verões
Que meu rosto beijam
Nada serão além do que
Só Deus sabe o que sejam.
Nem saudades serão...
Tão estranho como que nunca morto,
Tão distante qual invisíveis portos,
Eu me sinto como me beija o vento,
Eu me sinto como não haja tempo...
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Autor:
G. Mirabeau (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 26 de agosto de 2026 14:03
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3

Offline)
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