Usou aparelhos por anos a fio
para que se encaixar.
Clareou, poliu, não bastou,
então os desgastou
para colocar facetas.
Padronizou-se, por norma incutida,
seguiu doídas setas,
de tanto anular-se, chegou.
Ficou perfeito,
como louça cara
em cristaleira moderna.
Foi duro chegar,
e, de tanto forçar,
o sorriso verdadeiro
já não sabia dar...
-
Autor:
F. Queiroz (Pseudónimo (
Online) - Publicado: 25 de agosto de 2026 23:25
- Comentário do autor sobre o poema: A verdadeira beleza mora naquilo que não cabe em moldes. Que nenhuma moda nos custe a capacidade de sorrir.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 17
- Usuários favoritos deste poema: moloch, Jcosta., Michel F.M.
- Em coleções: Silêncios, Urbano.

Online)
Comentários3
que incrível
Obrigado pela leitura e comentário.
Um abraço
Parabéns pela inspiração.
JCOSTA
Obrigado amigo...
Um abraço em todos aí
SERGIO NEVES - ...vou aqui não ser nem um pouco criativo -vou repetir o que dizem por aí "à boca pequena": -"...o verdadeiro sorriso vem da alma...",...e não há ciência que dê jeito de assim não ser! / ...e essa máxima tem, de alguma forma, ilações intrínsecas com as tuas letras de sempre, pois, em momentos vários, elas estão sempre a tocar o espírito de quem as lê... -então dá pra bem dizer que há nos teus escritos, mesmo nos aparentemente mais despretenciosos, um "sorriso de alma" ... -é isso o que o teu sensorial revela... // (...embora esse comentário soe um tanto quanto "fresco", não deixa de ser "vero"...) /// Abçs.
Obrigado, amigo Sérgio.
Agradeço imensamente as duas versões do teu comentário. Fico muito feliz que me vejas assim! Costumo ouvir com os olhos, então muitas cenas que narro aqui vêm de sussurros do meio em que vivo. A escrita é sempre em fluxo, para que a mensagem saia o mais próxima possível do que presenciei, e um comentário como esse com certeza faz a minha alma sorrir...
Abraços e gratidão pela amizade.
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