Usou aparelhos por anos a fio
para que se encaixar.
Clareou, poliu, não bastou,
então os desgastou
para colocar facetas.
Padronizou-se, por norma incutida,
seguiu doídas setas,
de tanto anular-se, chegou.
Ficou perfeito,
como louça cara
em cristaleira moderna.
Foi duro chegar,
e, de tanto forçar,
o sorriso verdadeiro
já não sabia dar...
-
Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 25 de agosto de 2026 23:25
- Comentário do autor sobre o poema: A verdadeira beleza mora naquilo que não cabe em moldes. Que nenhuma moda nos custe a capacidade de sorrir.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: moloch, Jcosta.
- Em coleções: Silêncios, Urbano.

Offline)
Comentários2
que incrível
Parabéns pela inspiração.
JCOSTA
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.