Nihil

Santiago

Vejo o dia coberto de brumas sufocantes.

Sinto a brisa de ares frígidos, limbo fatídico de quem sofre e sente uma pressa de fuga desesperante.

Não sei se sigo porque sinto o palpitar das minhas pulsações ou se vivo das emoções ou adorações.

Corro sem meta e fito o futuro sem destino, rumo sem sol e sem horizonte.

Tenho pressa... Mas vagarosamente me inquieto com a incerteza do que está por vir.

Morro lentamente do ar que respiro e da frescura de cada suspiro,

Sou alma sem corpo, barco sem mastro.

Cada dia é assim, impreciso, incerto, incompleto, austero.

Sou como sou.... triste vagabundo, apegado ao que me faltou, preso ao que não me libertou, prisioneiro do que já tive

Degredado em sertões vãs.

  • Autor: Salazar (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 25 de agosto de 2026 22:25
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 4


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