EU... CINZAS

Lucien Vieira

(Lucien Vieira)

É meu desejo —

pós-morte,
ser cremado. 

Quero 
que minhas cinzas
adubem os matos.

Não os matos
de matar ou morrer,

mas os matos
que oxigenam,

de viver...

  • Autor: Lucien Vieira (Offline Offline)
  • Publicado: 25 de agosto de 2026 13:54
  • Comentário do autor sobre o poema: Poema / poesia filosófica. O poema é filosófico-existencial porque reflete sobre a morte, a finitude e o sentido da existência. A ideia de servir de “adubo” aos “matos que oxigenam” transforma a morte em continuidade da vida, conferindo ao poema uma dimensão também ecológica.
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 3


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