na sala de aula
liberto da jaula
I
nem direita nem esquerda
segue reta a letra I
bastão na corrupção
bastão na cooptação
traço vertical
se alonga para o céu
O
não tem lado
não tem ponta
parece comunhão
ou espaço fechado
a serviço da exclusão?
M
Duas montanhas a letra M
entre os picos que se erguem
da Direita e da Esquerda,
duas agulhas negras
pintou-se uma de verde
a outra de vermelho,
gêmeas do mesmo espelho,
o povo no vale
recebe um xale
há quem se cale
convale?
A poesia bale
apenas os ombros?
e os outros escombros?
são tantos os tombos...
X
duas retas se enfrentam
no centro do tabuleiro
braços abertos no basta
ou cruzados na omissão?
risco que cancela
quem ficou do lado de fora
Z
Linha quebrada a letra Z
o povo como um bêbado
da direita para esquerda
da esquerda para direita
de colisão em colisão
cambaleia em ziguezague
cai no abismo da letra U
poço submissão
dele se aproveitam
V
cunha de ferro
o povo dá um berro
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Autor:
LASANA LUKATA (
Offline) - Publicado: 25 de agosto de 2026 13:34
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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