suga minha energia como quem não quer nada
manipula as palavras para que soem como eu quero ouvir
se despi para que eu não enxergue algo além da tua pele
me olha com esses olhos que hipnotizam minha alma
de ti restou eu e meu coração dilacerado
tuas memórias me assombram
mudei de endereço para que elas não me consumissem por inteiro
mas ainda te vejo no reflexo do espelho
como último (e único rs) ato de piedade
deixe-me ir --
sem seu jogo
sem seu refrão ensaiado
sem as unhas afiadas prontas para atacar aquilo que não podes dominar
que tua alma amarga aprenda a viver sem a minha
para que eu seja liberta de ti
para que teu veneno não mais tenha efeito sobre meus dias
que a tua agonia não me consuma
que nossas almas não mais se reconheçam
você me deixou vazia de mim
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Autor:
Ingrid Anjos (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 25 de agosto de 2026 11:34
- Comentário do autor sobre o poema: quase uma carta que eu não pretendo enviar.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6

Offline)
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