Ansiedade

Pedro Paixão

Ansioso pra noite cair 

Concertar tudo aquilo que propus 

Me sentindo à disporá á mártir 

Por apenas acreditar na cruz,

 

Própria cruz que eu carrego 

Sentimento que invade sem permissão 

Me sinto mal então confesso 

Pra mim mesmo que não há solução 

 

Por mais azul que esteja o céu 

Labirintos de vida e de cor 

Eu me vejo deitado como réu 

Indo preso por falta de amor 

 

Ansioso pra ver a tua face 

Ansioso pra saber a discursão 

Que vai me trazer mais ansiedade 

Daquelas que pesam o coração 

 

Ansioso pra tocar tua pele 

Sem ter nenhuma intervenção 

Ansioso pra faca que fere

Cortar logo esse laço de paixão 

 

Ansioso pra pedir perdão 

E logo ser liberto por você 

Não demore em sua decisão 

Se não, de ansiedade vou morrer.

  • Autor: Pedro Paixão (Offline Offline)
  • Publicado: 25 de agosto de 2026 00:07
  • Comentário do autor sobre o poema: Sobre um amor que acabou e quando o amor acaba, nasce a ansiedade por medo do depois.
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 3
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.


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