Curioso tempo, o que há de dizer sobre mim?
Místico tempo, quais dicas você deixou, enfim?
Esotérico tempo, quem zelará pelos meus passos no teu fim?
Intrigante tempo, por quais birras da alma insisti?
Quantas vezes, em silêncio, de ti eu fugi?
Estou abatido, esperando o sangue em mim secar,
como se a última gota soubesse onde te encontrar.
Mas é você.
Por minha vida, no meio, estive,
ladeado de grandezas,
seguindo beija-flores para voar além do jardim,
pelejando as águas pelo berilo.
Audacioso, realizei um escarcéu pelo meu sigilo,
e os céus sabem o quanto, em vão, eu me atribulo.
Preso em meu corpo — cinza.
Uma odisseia quase religiosa,
à beira do significado de amar.
Meu âmago, cansado, está de falar,
pois todas as respostas que me faltaram
moram onde meus versos não ousam chegar,
E cada lágrima minha foi a primeira,
Deus sabe, como se cada vez fosse a primeira vez
que meus olhos aprendessem a chorar.
Você ainda não entende?
Todos foram escritos com você em mente.
Em rimas ou cadências, sua figura se revela.
No intervalo entre um verso e outro,
naquilo que usei metáforas para te entender,
no que escondi para não te desapontar,
você sempre esteve a me observar.
Eu me colidirei com você.
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Autor:
Smith (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de agosto de 2026 18:48
- Categoria: Carta
- Visualizações: 2
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.
- Em coleções: Talvez eu seja um sonhador. Devastador!.

Offline)
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