Mais uma vez eu não entendo.
Não sei o que isso deveria significar.
Não quero sentir.
Sou incapaz de entender.
Raiva, ódio, tristeza, insanidade.
A insanidade rói minhas margens,
apaga pouco a pouco meu entendimento,
desfaz tudo ao redor,
corrompe aquilo que ainda reconheço.
O que sinto já não importa.
Já não consigo diferenciar
onde termina um sentimento
e começa o outro.
Tudo se tornou monótono.
Mas as vontades continuam.
Às vezes mudam,
não sei se para melhor.
E, na inquietude desse breu,
procuro não me deixar corroer.
Talvez eu esteja perdendo
aquele que decide
o que fazer,
o que escrever.
Aquele que segura a caneta.
Aquele que transforma pensamentos em versos.
Ele me assumiu.
Somos uma amálgama
de sentimentos e memórias.
Mas por que ele se separou de mim?
Por que ele se afastou?
Você ainda será meu no fim.
Não adianta fugir.
VOCÊ É MEU.
SOMENTE MEU.
Sei que às vezes
enlouqueço,
perco a mim mesmo.
Ainda procuro onde isso começou.
Ainda procuro uma cura
para aquilo que não sei nomear.
Há algo familiar nisso tudo.
Como se já tivesse caminhado por esse breu,
como se já tivesse perdido meu nome
em algum lugar dentro de mim.
Talvez seja por isso
que eu ainda lute.
Não posso vencer.
Mas...
me recuso a perder a mim
de novo.
-
Autor:
Um cara qualquer (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de agosto de 2026 15:56
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.