E essa sombra escurece meu olhar
não consigo ver com clareza
creio que ando sozinho
olho para meus vizinhos
gramado é verde
arco ires e ceis azuls sobre eles
levando a cabeça, empurro o guarda chuva e vou adiante
escondo o rosto
silencio da noite
o divino me diz: "não chores"
mas debaixo do sol; amargores
caminhei sozinho a noite
nos dias em quis chegar em casa logo
e aquele quarto calmo, meu paraiso proprio
fazia melodias e havia ate bons dias
e aquela solidão quieta que se aproximava
como um espirito vagante solicitava minha companhia
sempre imaginei em dias como aquele quando eu teria gramados verdes
quando a melodia ja não mais bastava
e eu não tinha mais nada...
gritou o espirito solitario: esta fragmentado!
e eu que me percebia naquele estado
metacognição do desesperado
sabia o que devia
o que eu não devia me atraia
mas me observava preso ao destino de meus dias.
tinha certeza que aquela nuvem negra sobre mim, não me deixaria.
Uma lembraça do primeiro amor.
Quando um olhar inocente ainda fazia parte da minha feição
trocamos caricias, era simples, sem malicia
coisas que não voltam nunca
tão cedo, mal sabia ler, mas sentia ciumes
aquele sentimento de nostagia que me toca ao lembrar de você
um dia, eu precisava ir embora da escola
me implorou que eu ficasse
mas eu parti.
outro dia, estava prestes a chover
sei que aquela tempestade iria causar prejuizos para sua familia
mas poucas lembranças carrego em meu coração de minha infancia
o dia que eu parti, tu se sentou do meu lado sem dizer uma palavra
eu tive vergonha.
fui embora sem dizer adeus
sempre fui um garoto sem tato
me achavam frio
mas como eu sentia tudo...
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Autor:
shun (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 20 de agosto de 2026 18:26
- Comentário do autor sobre o poema: sobre ter a sensação de disconexão e uma lembraça de um primeiro amor \\\\r\\\\n(pode ter erros, não irei corrigir )
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1

Offline)
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