Engraçado pensar que se tornar o melhor, pode levar ao pior, e o que pode ser pior que chegar ao topo cedo demais e perceber que no alto não tem nada?
A pressa para chegar à perfeição é um caminho que permanece obscuro, e no decorrer da caminhada, o caminho vai tirando um pouquinho do ser que você é. E ao chegar no final, nada parece ter mudado, simplesmente pelo fato de ter se acostumado com a sensação de perda.
A pressa para mudar de vida é surpreendentemente amedrontadora, pode levar a sacrifícios inumanos necessários para sustentar a meta imposta, não pela vida, mas pelo próprio ser que decidiu seguir tal caminho.
E o que lhe resta se não uma casca vazia e um cérebro cheio de visões. Memorias de uma vida que não existiu e presentes secos ao pé da cama, um frio no coração e System Of A Down - Lonely Day tocando no fone de ouvido.
Abrir mão do que te faz feliz é uma forma de progredir, mas não é uma forma de viver. Caminhar e vencer é o objetivo, mas será mesmo tão bom assim perder a alma?
Talvez o que esteja sendo dito aqui seja só abobrinha, ou alguém entenda que essa abobrinha é legal. Eu olho para o céu e percebo o quão longe cheguei em conhecimento, e me pergunto se tudo vai mesmo valer a pena, ou viverei com um sábio incompreendido que perdeu tudo apenas por perder.
A no fim a razão está mesmo em continuar continuando. “se eu já estou sujo de lama, depois eu tomo banho”.
Autor: Pedro Vaz
(20/08/2026)
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Autor:
091 (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 20 de agosto de 2026 13:55
- Comentário do autor sobre o poema: Escrevo está prosa como sinal de desabafo em relação a tudo.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 1

Offline)
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