O ímã que nos unia foi quebrado,
No chão do tempo, em dor, despedaçado,
E no silêncio fundo da partida
Tremeu o eixo oculto da minha vida.
Mas sei, na fé que acalma e ilumina,
Que a morte é só mudança de colina,
É porta que se abre além do chão,
Onde a alma prossegue em evolução.
Partiste, mas partir não é ausência,
É só trocar de veste, de ambiência,
Tua essência segue viva, transformada,
Em outra luz, mais livre, mais alada.
Como ensina o Espiritismo com calma,
A vida não se extingue, se derrama,
Em planos onde o tempo é outro véu
E o amor se expande em direção ao céu.
Teu corpo repousou, voltou ao chão,
Mas teu espírito rompeu a escuridão,
E agora, em planos sutis da eternidade,
Aprende novas formas de verdade.
E eu fiquei, entre a dor e a esperança
Reaprendendo o amor na tua ausência,
Pois amar, além da forma que se vê,
É sentir tua presença sem te ter.
Se o ímã se partiu no mundo denso,
No invisível ele pulsa mais intenso,
Ligando nossos laços mais profundos
Na sintonia eterna dos dois mundos.
E assim, entre saudade e entendimento,
Transformo a dor em luz, em sentimento,
Sabendo que esse adeus, tão só e frio,
É um “até breve” como as águas de um rio.
E um dia, quando a dor for só memória,
Nos encontraremos noutra trajetória,
Sem despedidas, sem temor, sem véu,
No reencontro sereno sob a luz do céu.
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Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 19 de agosto de 2026 07:12
- Categoria: Religioso
- Visualizações: 1

Offline)
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