Eu vi que o Amor trazia céus baços
e nada lhe restava de sereno e lento
senão um fundo abismo em movimento,
tecendo o seu fervor de mil fracassos...
E errante, como um barco sem espaços,
perdido num luar despovoado,
num grito inteiro e nu, de puro alento,
arranquei de mim as penas dos meus braços...
E das asas feridas, ensanguentadas,
fui soltando as promessas condenadas,
num sopro rouco, atroz, escuro, imundo...
Sou aquele que ama e não se rende
mas vê as lágrimas finais, frias e ardentes,
caírem, como brasas, sobre o mundo!
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Autor:
Ricardo Maria Louro / Káká Louro (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 19 de agosto de 2026 05:26
- Categoria: Amor
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