O ranger dos dentes em desarmônica sinfonia.

Gabrielmaria

O ranger dos dentes em desarmônica sinfonia

 

Incoerências apercebidas, examinadas e por elas notadas 

Há notas que apenas precisam ser expostas, para que haja calma e força

E em dias como este, apenas hei-me de simplória e específica demonstração afetiva. 

 

Hei-me aqui, mais uma vez...

Tristezas banhadas e sopradas ao meu habitual ouvido

Inconformismo crescente de tamanho não residual, porém grotesca.

 

Queria-me deliciar-se de brilho, mas quisera eu chorar e lamentar a triste falta de um olhar maduro 

Uma percepção mais cuidadosa e talvez até ingênua 

Uma sensibilidade mais acalorada e formada de opiniões belas e gentis. 

 

Contudo, apenas saboreio o dessabor do ser alguém raso e com um pensar pequeno e obsceno

Em oposição a quadros, expressões doces e saborosas 

Àquelas parecidas com um café quentinho, tomado em uma rede confortável, com um belo aprecio do nascer do sol pela manhã...

 

Corpo à dentro banha um choro invisível e sensível 

Que nem mesmo eu saiba expressar, porém sei sentir e talvez até apreciar 

Momentos que nem sempre são comuns aos demais, aos triviais...

 

A fuga momentânea, quer por vezes, ser permanente e até recorrente

Mas recai um pesar sobre meus ombros e minha cabeça grita em ressonância com um vazio crescente, alimentado por incertezas e dúvidas de alguém. 

 

Minha lua a qual minguada se encontra, apenas queria ser admirada e observada, como um astrólogo ao olhar uma galáxia inteira com a imensa vontade de entendê-la e estudá-la a fundo

Enquanto isso, na mais minha bela certeza, que se encontra ao meu lado, vívida

Lança-me a olhares furtivos, agressivos e, queria eu não dizer, destrutivos

Mas minha morada é grande e vultosa, formada de opiniões e gratidões que vive para serem lançadas a um mundo criativo e formoso por sua natureza.

 

Enquanto não se demoram, eu continuarei a demorar-me e a cuidar de um jardim imenso e trabalhoso

Que na mão de um jardineiro qualquer e inexperiente

Há de arrancar suas flores mais belas, no intuito de levá-las consigo e depois, sem nenhum zelo e amor

Há de jogá-las em seu lixo mais próximo, apenas para que uma parte insensível e desumana floresça em seu maior pensar e satisfação pessoal. 

 

Autoria: GabrielMaria

 

  • Autor: Biel (Pseudónimo (Online Online)
  • Publicado: 18 de agosto de 2026 22:01
  • Comentário do autor sobre o poema: Raios e trovões, imprevisivelmente, são lançados a mares calmas e cintilantes. Momentos esses onde há apenas o naufrágio de um barco visto ao longe. Lançando ao acaso e à vontade uma força independente e insinuante de um nado sincronizado, disposto a chegar à uma terra firme.
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 2
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Comentários1

  • Oswaldo Jesus Motta

    Ótimo noite e parabéns, poeta! Abraços poéticos!



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