Quando
a última engrenagem de areia
esquecer o movimento,
e a moldura do mundo
ceder à própria tensão —
não busque pela saída.
Entre.
A fenda não é ferida,
é passagem
para as areias
do real.
Vire a ampulheta pelo lado de dentro.
O tempo não cai:
a consciência muda de recipiente.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 15 de agosto de 2026 06:04
- Comentário do autor sobre o poema: 2/3
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 17
- Usuários favoritos deste poema: Gino, Sinvaldo de Souza

Offline)
Comentários1
Interessante: "a consciência muda de recipiente"
Abraços
Há quem chame de reencarnação, eu digo 'edição da realidade'
Eu não sei se acredito ou não em reencarnação, aliás, tanto faz a minha preferência, mas torço para que sim: há vestígios dos dois ramos...
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