Mudança

Noétrico

Quando
a última engrenagem de areia
esquecer o movimento,
e a moldura do mundo
ceder à própria tensão —
não busque pela saída.

Entre.

A fenda não é ferida,
é passagem
para as areias
do real.

Vire a ampulheta pelo lado de dentro.
O tempo não cai:
a consciência muda de recipiente.

  • Autor: Noétrico (Offline Offline)
  • Publicado: 15 de agosto de 2026 06:04
  • Comentário do autor sobre o poema: 2/3
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 17
  • Usuários favoritos deste poema: Gino, Sinvaldo de Souza
Comentários +

Comentários1

  • Francisco Queiroz

    Interessante: "a consciência muda de recipiente"

    Abraços

    • Noétrico

      Há quem chame de reencarnação, eu digo 'edição da realidade'

      • Francisco Queiroz

        Eu não sei se acredito ou não em reencarnação, aliás, tanto faz a minha preferência, mas torço para que sim: há vestígios dos dois ramos...



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