Quando a última engrenagem de areia
esquecer o movimento
e a moldura do mundo
ceder à própria tensão —
não busque pela saída.
Entre.
A fenda não é ferida,
é passagem
para as areias do real.
Vira a ampulheta
pelo lado de dentro.
O tempo não cai:
a consciência muda de recipiente.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 15 de agosto de 2026 06:04
- Comentário do autor sobre o poema: 2/3
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 5

Offline)
Comentários1
Interessante: "a consciência muda de recipiente"
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