Mudança

Noétrico

Quando a última engrenagem de areia
esquecer o movimento
e a moldura do mundo
ceder à própria tensão —
não busque pela saída.

Entre.

A fenda não é ferida,
é passagem

para as areias do real.

Vira a ampulheta
pelo lado de dentro.
O tempo não cai:
a consciência muda de recipiente.

  • Autor: Noétrico (Offline Offline)
  • Publicado: 15 de agosto de 2026 06:04
  • Comentário do autor sobre o poema: 2/3
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 5
Comentários +

Comentários1

  • Francisco Queiroz

    Interessante: "a consciência muda de recipiente"

    Abraços



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