Vem comigo, onde o escuro respira
e o mundo parece suspenso,
como se a noite tivesse parado o próprio pulso
só pra ver o que a gente vira junto.
Chega perto, devagar,
tipo quem conhece o perigo,
mas ainda assim escolhe encostar,
porque sabe que tem coisa que vale o risco.
Encosta teu peito no meu
e deixa a tensão falar antes da gente,
essa corrente elétrica
que acende tudo quando o ar esquenta.
Teus dedos procuram caminho
como quem lê mapa antigo
e encontra rotas que nem eu lembrava,
mas que sempre estiveram ali,
esperando tua ousadia discreta.
Me envolve nesse silêncio carregado
que grita mais do que qualquer palavra,
teu cheiro grudado no meu
como promessa que se cumpre
sem nem precisar ser dita.
Traz tuas linhas tortas
e deixa eu costurar as minhas nas tuas,
até a gente virar um desenho só,
feito de pele, respiro e intenção,
que ninguém de fora entenderia.
E, quando a noite enfim aceitar
que perdeu o controle da gente,
que ela se curve, quietinha,
porque o que nasce aqui
é intensidade demais pra qualquer sombra segurar.
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Autor:
Isabelly.B (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 14 de agosto de 2026 23:35
- Comentário do autor sobre o poema: Ela disse que me ama e que não consegue pensar em nada além...
- Categoria: Amor
- Visualizações: 1

Offline)
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