dizia que em poesia de formigas
não se coloca verso de tamanduá
e que é santa a entrada do ferrão
da abelhinha berrando pro mundo
o quanto dói o milagre de adoçar
não falava coisa com coisa, parecia
caçoando da gente toda que o ouvia
bebia pra anuviar o céu da sua boca
e servia comida cada vez mais fria
pra ensinar fome a morrer de neve
ele nunca levou a noite pro quarto
o escuro era apenas asfalto de via
pra conduzir ao paiol de seu sonho
e os pesadelos ele tirava de letra
e muitas vezes de palavra inteira
– esse poema foi publicado em meu blog pessoal (https://antoniobocadelama.blogspot.com/) em 13/08/26 –
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Autor:
Antonio Luiz (
Offline) - Publicado: 14 de agosto de 2026 09:18
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 1

Offline)
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