E, de repente, o mundo se apagou.
As cores vivas viraram preto e branco,
As barreiras se reergueram,
Mas a chave do coração se perdeu.
As correntes do amor se quebraram,
Mas o amor ficou.
E, sem proteção, ele rachou,
Como quem tenta colar a porcelana preferida.
Jaz aqui o amor que se tornou indefeso,
Jaz aqui o amor que ergueu novamente as barreiras,
Na eloquente tentativa de se proteger.
Por que foste embora, meu abrigo?
Por que não ficaste?
Por que eu te deixei ir?
No mais simples, jaz aqui a resposta:
Outrora, meu coração dividido,
Busquei no acaso me salvar do crepúsculo.
Mas, aqui, em prantos, perdida nos pensamentos,
Escolhi a mim.
Escolhi me amar.
Escolhi deixar ir para não me perder.
Escolhi findar aqui o meu amor.
Não serei eu a me quebrar em partes
para agradar às duas partes.
Não serei quem começa essa vida
rodeada de dor.
Sou feita de erros que ainda estou aprendendo a compreender,
De cacos que ainda recolho com as próprias mãos.
Ainda me falta maturidade,
Pois nem sempre sei amar sem transformar palavras em feridas.
Ai de mim se esquecer esse amor.
Esquecido, ele nunca será.
Deixar de amar não é opção,
Não para um coração que não quer deixar.
Meu amor será eternamente teu,
mesmo que teu amor não seja.
Não tenho raiva,
Só tenho dor.
Doravante, terei somente saudades do teu amor.
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Autor:
Michaela Freitas (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 14 de agosto de 2026 08:20
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1
- Em coleções: Para o meu Amor.

Offline)
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