Ayalah

Ayalah Verônica Berg

 

A carne se desfaz  
em círculos de gordura.  
Amado,  
prove:  
sou o tempero  
que arde na colher.  
 
A bruxa da floresta  
conhece teu apetite —  
lábios de canela,  
hálito de fogo baixo:  
posso ser ela.
 
O norte me trouxe  
em pele dourada... 
e o amor  
é uma fome  
que se finge de sopa.  
 
Come.  
Que teu corpo  
aprenda a me tocar  
como um veneno  
doce.  
 
A noite vai me achar  
no fundo do teu prato — 
satisfeita,  
silenciosa,  
e ainda assim  
com fome.
 
 
Ayalah 
 de Ayalah Verônica Berg 

 

  • Autor: Ayalah Berg (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 13 de agosto de 2026 17:04
  • Comentário do autor sobre o poema: Meu nome é feitiço, um veneno doce. Cada sílaba, um desmaio. Ardo — e faço tremer. Sussurro: Possua-me! –Verônica Berg
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 10
Comentários +

Comentários4

  • Rogério

    Eitaaa!!

  • Sergio Neves

    SERGIO NEVES - ...catso! ...essa Ayalah, hein! ...impetuosamente voraz! ...arrepiou-me todos os pelos do corpo! ...a minha imaginação foi a mil! ...delicioso escrito! /...eu fico aqui a imaginar as duas juntas, a Ayalah e a Verônica...,...guenta coração! /// Carinhos, menina.

    • Ayalah Verônica Berg

      Hmm... é bom sonhar. Meu marido tem as duas na cama, noite após noite... hehehe.
      Obrigada pela leitura.

    • Francisco Queiroz

      Interessante, agora a Verônica tá com uma pulga atrás da orelha.

      Abraço, Ayalah

      • Ayalah Verônica Berg

        Hmm... não! Nós aprontamos juntas, na loucura não é permitido cizânia... hehe.
        Obrigada pela leitura, e o sempre provocador comentário.

      • Pietro Guilherme Piazera

        adorei!!



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