A carne se desfaz
em círculos de gordura.
Amado,
prove:
sou o tempero
que arde na colher.
A bruxa da floresta
conhece teu apetite —
lábios de canela,
hálito de fogo baixo:
posso ser ela.
O norte me trouxe
em pele dourada...
e o amor
é uma fome
que se finge de sopa.
Come.
Que teu corpo
aprenda a me tocar
como um veneno
doce.
A noite vai me achar
no fundo do teu prato —
satisfeita,
silenciosa,
e ainda assim
com fome.
Ayalah
de Ayalah Verônica Berg
-
Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 13 de agosto de 2026 17:04
- Comentário do autor sobre o poema: Meu nome é feitiço, um veneno doce. Cada sílaba, um desmaio. Ardo — e faço tremer. Vem... possua-me! –Verônica Berg
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 216
- Usuários favoritos deste poema: Freddie Seixas, Michel F.M.

Offline)
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