As linhas retorciam na sua frente,
Ondas morriam na costa.
O horizonte desaparecia
E o mundo brilhava — mas no céu o sol não se via
Via-se o rancor das nuvens
Como carvão, enegrecidas
Via-se o favor das lágrimas
Que enxugavam as mãos
Da dor que o coração partia
Oh, pobrezinha...
Ela rodando ia, como um grande círculo
Rodando à magnificência, com seu bom vestido
Olhava para o alto
Em busca de um sentido.
Assim voando ia, o pequeno passarinho
Semeando à terra os cristais de seus olhos
Ergueu-se uma floresta verde-vivo, afundou
Em busca de um sentido.
O universo acendeu como fogo de artifício
Refletindo no vidro de sua íris toda existência
E aprendeu
Que o mundo era infinitamente cheio
De infinitos vazios.
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Autor:
C4torze (
Offline) - Publicado: 13 de agosto de 2026 00:35
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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