O piso inclina
e a gravidade cumpre o cálculo.
Avanço em linha,
esvaziado de pesos,
entre paredes altas que estreitam o ar.
Não há vidro na janela,
apenas o concreto.
Não procuro portas.
Quero a cal que apaga o muro,
o descarte do mapa,
o passo que, de tanto errar o rumo,
rasga o sentido do chão.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 12 de agosto de 2026 02:03
- Comentário do autor sobre o poema: 2/2
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
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