Carnificina da alma

Lopes_L

"Quando me disseram que viver é uma virtude, busquei primeiro o sofrimento".

Sempre perdido em um mundo cheio, me senti fora do padrão "sou uma peça de outro jogo", assim pensei. Talvez no fim, quando nos permitirem devorarei em mim, a vontade de viver e da felicidade "por que não existe". Ao deus que inventou essa brincadeira de mal gosto, quero retirar minha inscrição.

Estou fardo desse jogo que contudo o que vem a acontecer quero recuperar as partes da minha carne, deixei soltas com o direito de serem quem são "nem minha carne, tem gosto por mim, quem dirá eu". No fim, só quero confirmar o relatório final, apaguem essa felicidade ilusória e me dê, a dor lúcida de viver, não quero mais prolonga- lá. Não quero adorar. Não quero amar. Quero por fim, a verdade engolir.

  • Autor: Lopes (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 12 de agosto de 2026 01:42
  • Comentário do autor sobre o poema: "desculpem qualquer erro ortográfico, contudo as vezes, escrevo demais com o orgão que bombeia meu sofrimento".
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 2
  • Em coleções: Canibal.


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