dez anos
cento e vinte meses
três mil seiscentos e cinquenta dias
oitenta e sete mil e seiscentas horas
cinco milhões duzentos e cinquenta e seis mil minutos
trezentos e quinze milhões trezentos e sessenta mil segundos
te amando ininterruptamente.
te vi.
abruptamente,
tudo doeu.
tua fúria ainda arde em mim.
e,
toda vez que te vejo,
sinto brasas sob meus pés,
o ar abandona meus pulmões,
minha pele volta a apodrecer…
como da primeira vez.
segues como lua:
bela,
inalcançável,
brilhante,
distante,
clara.
-
Autor:
Noah Ferreira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 10 de agosto de 2026 10:22
- Comentário do autor sobre o poema: escrito em 7 de julho de 2026. republicando este, pois, como quem anda por uma estrada conhecida de sua infância e recorda o caminho, senti de novo. acho que sempre vou sentir.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4

Offline)
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