Ao se deparar com o fim
Não lamente,
Mas abrace-o como se houvessem nele cada uma
Das coisas pelas quais um dia você ardeu
Sinta as garras do tempo abolindo sua existência
E as acolha como quem acata a punição
Por todos crimes cometidos, bem como a recompensa
Por toda caridade e boa ação
Ao se deparar com o fim, mergulhe
Nesta grande farsa, abra
O mais largo dos sorrisos
Como quem acabara de viver a melhor das vidas
E viveste, porquanto foste a única.
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Autor:
C4torze (
Offline) - Publicado: 10 de agosto de 2026 00:30
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
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