Abro as mãos ao mar sem fim,
como quem busca um sinal;
Mas levo a alma junto a mim
vaga, perdida num vendaval.
E os meus dedos invertidos
querem tocar no coração;
mas dos silêncios adormecidos
apenas tocam em solidão.
Cada onda traz cantando
Mil saudades, mil vendavais
De minha avó só vou lembrando
O que já ninguém se lembra mais.
Só me apetece é ir embora
Não tenho porto nem luar;
Mas a esperança 'inda mora
No silêncio deste mar.
Se o destino aqui se esconde,
Que se revele por meu bem!
Dou um grito e o mar responde:
"Disso nunca foi capaz ninguém!"
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Autor:
Ricardo Maria Louro / Káká Louro (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de agosto de 2026 08:30
- Categoria: Triste
- Visualizações: 3
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