DISTÂNCIA E LETRAS

Fábio Alves Leão

Há trinta anos, o tempo teceu 

Um laço invisível, suave e leve, 

Quando uma garota, de encantos breves, 

Em cartas de amor, meu coração aqueceu. 

 

As palavras voavam, pássaros livres, 

Cruzando distâncias, unindo destinos, 

E nos versos, éramos tão pequeninos, 

Mas grandes no afeto que nos transcrevias. 

 

Vinte anos se passaram, e enfim te vi, 

Num encontro que o tempo não apaga, 

Teu olhar, tua voz, tua aura magra, 

Era como se o mundo ali sorrisse por mim. 

 

Mas a vida, caprichosa, nos separou de novo, 

E agora estamos longe, como outrora, 

Porém, nas cartas que ainda me devora, 

Teu nome é o verso mais puro, mais novo. 

 

Trinta anos de letras, dez de memórias, 

E a distância, que insiste em nos partir, 

Não apaga o amor que há de existir, 

Nas cartas que guardam nossas histórias. 

 

Escrevo-te agora, como antes fiz, 

Com a certeza de que, em algum lugar, 

Nosso amor, feito tinta a escorrer, 

Vence o tempo, a distância, e segue feliz. 

 

E assim, entre linhas e saudades, 

Segue a poesia que nos une e abraça, 

Pois mesmo longe, na alma te traço, 

Minha musa distante, minha eternidade

 

  • Autor: Brendon Leão (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 6 de agosto de 2026 06:36
  • Categoria: Amor
  • Visualizações: 2


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