Há trinta anos, o tempo teceu
Um laço invisível, suave e leve,
Quando uma garota, de encantos breves,
Em cartas de amor, meu coração aqueceu.
As palavras voavam, pássaros livres,
Cruzando distâncias, unindo destinos,
E nos versos, éramos tão pequeninos,
Mas grandes no afeto que nos transcrevias.
Vinte anos se passaram, e enfim te vi,
Num encontro que o tempo não apaga,
Teu olhar, tua voz, tua aura magra,
Era como se o mundo ali sorrisse por mim.
Mas a vida, caprichosa, nos separou de novo,
E agora estamos longe, como outrora,
Porém, nas cartas que ainda me devora,
Teu nome é o verso mais puro, mais novo.
Trinta anos de letras, dez de memórias,
E a distância, que insiste em nos partir,
Não apaga o amor que há de existir,
Nas cartas que guardam nossas histórias.
Escrevo-te agora, como antes fiz,
Com a certeza de que, em algum lugar,
Nosso amor, feito tinta a escorrer,
Vence o tempo, a distância, e segue feliz.
E assim, entre linhas e saudades,
Segue a poesia que nos une e abraça,
Pois mesmo longe, na alma te traço,
Minha musa distante, minha eternidade
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Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 6 de agosto de 2026 06:36
- Categoria: Amor
- Visualizações: 2

Offline)
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