Irônico saber que a liberdade tem um preço. Um preço alto.
E a moeda de troca vem das escolhas.
Ela pede coragem.
Dói na pele daquele que ousa buscá-la.
Exige passos firmes,
mesmo quando as pernas tremem. Exige deixar o ninho,
o porto seguro, a zona de conforto.
Pode ter gosto amargo, pode ser fria, pode ser solitária.
Porque o processo
até a tão sonhada liberdade
é cruel
É aprender na marra, é ter a alma moldada pela tempestade.
Achava que era só
sair voando,
sentir a brisa do amanhecer
e chamar aquilo de liberdade?
Não.
A liberdade não vem das asas
Vem da força, da coragem de cair e continuar.
De aprender que
o mesmo vento que te derruba é o vento que te fortalece.
E então você olha para trás.
E percebe que não sobrou mais nada.
Não há mais ninho.
Não há mais porto.
Não há para onde voltar.
Isso assusta? Talvez.
Mas foi você quem buscou. Você quem escolheu. Escolheu viver assim: livre.
E por mais caótico que tudo pareça,por mais frio
que o caminho seja, por mais solitário que às vezes se sinta,
você escolheu viver em paz.
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Autor:
Isamara Machado (
Offline) - Publicado: 4 de agosto de 2026 09:08
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua

Offline)
Comentários1
A sua paz, que termina onde começa a do alheio.
Essas reflexão, são excelente para nos orientar, que não estamos só.
Excelente o nível.
Apegaua.
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