Náufraga
Viajo em alto mar todos os dias e acabo naufragando no Mar do Tormento.
Tormenta de lembranças, me afogo nas dores, me afogo no passado, meu corpo queima na água
Náufraga, acabo por parar na llha do desespero. Onde quero gritar o mais alto possível, mas tudo que sai de mim é silêncio, lamento. Presa, sem esperança, sem destino, sozinha e mesmo que apareçam soluções, tudo não passa de ilusões.
Todos os dias são iguais. Estou presa em um looping temporal.
Acordo, durmo, choro, me masturbo, penso em ir embora
Queria eu ir embora para Pasárgada, onde lá Manuel Bandeira era amigo do Rei. Inveja tenho eu pois, ele tinha a mulher que queria na cama que escolhia, pois aqui não escolho nada.
Tenho leves impressões de decisões que por final não são por mim tomadas e sim por aqueles que me tormentam
Sou subordinado aos sentimentos causados por aqueles que me corromperam. Vivo no desespero. Me sinto como o anjo caído e pior que eu nem sei que pecado eu cometi pra tá passando por isso.
Quanto mais eu como, mais faminta eu fico
Mais vazia eu me sinto.
Às vezes meus pensamentos me invadem como uma onda
Eu? Me afogo novamente.
Como um Tsunami devastando a minha mente, eu deságuo em mim mesma
Derrubo todas as estruturas da minha fortaleza me restando o vazio…
Vazio… vazio. É isso, que eu sinto. Eu sou um vazio cheio de desejos.
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Autor:
A Loba (
Offline) - Publicado: 3 de agosto de 2026 00:29
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3

Offline)
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