Pequena Naomi

Naomi

Ela era apenas uma menina, e o mundo era grande demais.
As paredes do quarto guardavam sonhos que a realidade desfaz.
Esperava o vento mudar, a tempestade acalmar,
mas a vida insistia em ditar o peso de não voar.
Então, ela fechava os olhos.
Fechava os olhos para abrir o infinito.
Onde o cinza do asfalto virava um sol bonito.
Descobria que o refúgio não é um lugar no mapa,
mas a força secreta que da própria dor escapa.
No silêncio da noite, o paraíso renascia.
Não como fuga boba, mas como profecia.
Ela caía no sono para lembrar quem era:
uma borboleta eterna presa na longa espera.
O mundo quebra as asas, a vida exige os pés.
Mas a alma rebelde sabe bem quem ela é.
Sonhar acordado é o contra-ataque mais puro,
da flor que teima em crescer na fresta do muro.

  • Autor: Naomi (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 2 de agosto de 2026 12:28
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 5
  • Usuários favoritos deste poema: Apegaua
Comentários +

Comentários1

  • Apegaua

    Não gostei da Naomi pequenininha não, gosto da grande Naomi.
    Apegaua.



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.