Julian Lael
O sindicato municipal
discute com o sindicato estadual
qual deles é mais imbatível
que o sindicato federal.
Enquanto isso, os sindicalizados
tiram meleca do nariz.
Ato contínuo, entre secos e molhados,
plumas e paetês, em embate, Sindipol
e Sinpol, sob o jugo da Assinpol,
em cena digladiam no entrevero,
só pra ver quem manda mais.
Entrementes, a Cobrapol
saracoteia no Planalto,
de um lado para o outro,
feito tal qual um aprendiz.
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Autor:
Julian Lael (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 1 de agosto de 2026 23:31
- Comentário do autor sobre o poema: Nota do Autor: (Com a devida Licença Poética) Este poema é uma paródia intertextual de "Política Literária", obra de Carlos Drummond de Andrade publicada em 1930 (onde o poeta ironizava as disputas de prestígio intelectual). Aqui, o cenário é transposto para o universo da representação de classe da segurança pública. As siglas fazem referência a entidades reais que atuam no cenário policial capixaba e nacional: o Sindipol (Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo), o Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis), a Assinpol (Associação dos Investigadores de Polícia do Espírito Santo) e a Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis, sediada em Brasília). A sátira joga luz sobre o descompasso entre as disputas de poder das cúpulas e a realidade do trabalhador na ponta.
- Categoria: Humor
- Visualizações: 2
- Em coleções: Pra Viver Poesia.

Offline)
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