Noites intermináveis, eu enfrentei todas sem escolha
Sobrevivi, agora eu vejo, estou bem, de alguma forma
O meu débito está pago, mas continua queimando dentro de mim
Algo me diz, algo sussurra para mim, estou bem sozinho
Não volto com as decisões, todas elas já foram tomadas
Então veja o azul reluzir no meu rosto, enquanto queimo tudo o que sinto
Pode me quebrar, mas não me tornarei outra pessoa
Todas as minhas lágrimas já foram expurgadas
Diz que sabe, mas não sabe de nada
Não preciso que entenda, nem quero que entenda
Eu poderia chorar, engasgar, quebrar, me reduzir ao nada
Mas me agarrei na cruz, fui moldado, feito para aguentar
Apague a luz, apague todas as minhas antigas memórias
Pensava que seria o meu fim, mas estou bem, de alguma forma
E pesou, pesa qualquer tipo dependência, de algo, de alguém
Sobrevivi sem, então não faço ideia do que fala
Incinerando tudo o que não faz parte, até o que fez parte
E continua me dizendo, alguma coisa me diz, que estou bem sozinho
Estou queimando, no meio da noite, sou uma chama azul...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 1 de agosto de 2026 20:56
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 2
- Usuários favoritos deste poema: LF Text
- Em coleções: Melhores poemas, Serenos.

Offline)
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