Manoel Vitorino Bahia
No sudoeste da Bahia, o meu sangue fincou raiz,
Terra dos meus ancestrais, onde o passado condiz.
Tataravô, bisavô, meu pai e minha mãe também,
História antiga gravada no chão que a memória tem.
Eu nasci em outro estado, longe desse antigo lar,
Mas senti o forte chamado de um dia ali retornar.
Porém, na chegada, o açoite de um acolhimento hostil,
A violência institucional, feroz, fria e sutil.
Fui feito vítima ali, num sistema que me oprimia,
Mas a minha educação foi o farol que me guia.
No Serviço Social, a mente já se formava,
E na burocracia a saída se desenhava.
Com estudo e diploma, o nó eu pude desatar,
Segui as regras do jogo para o jogo virar.
A dor não venceu o afeto, o rancor não me dominou,
O amor por essa cidade em meu peito continuou.
Amo ainda a paisagem, as origens que trago em mim,
Minha história com essa terra não encontra o seu fim.
Mas hoje decido seguir, a jornada vai avançar,
É hora de ir em frente, é hora de caminhar.
Vou subindo os degraus que a vida me preparou,
Honrando cada lição que o sofrimento deixou.
E guardo no coração, com orgulho que não se esvai,
Os amigos que lá deixei, o forte abraço do Vlad.
Por Diogo Cascais, o VLaD, cidade maravilhosa baiana, Manoel Vitorino - BA
-
Autor:
Diogo Cascais (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 1 de agosto de 2026 13:17
- Comentário do autor sobre o poema: Foi essencial aprender sobre os meus ancestrais , árvore genealógica, descobrir se ali estava a resposta para o diagnóstico, o sofrimento é tem todos os locais contra os indígenas, negros, pardos e pobres. O povo perece por falta de conhecimento e sempre uma elite burguesa, ditam as regras , ditam regras diferentes das leis e tudo pode mudar a qualquer momento.
- Categoria: Amor
- Visualizações: 2

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.