Relógio que Cospe Engrenagens
A mesa é branca e o carimbo é pesado,Risca a vida com tinta fria, num traço apressado.
O papel diz "defeito" na alma que chora,E o erro técnico joga o destino para fora.
O laudo é uma rede tecida ao avesso:Prende o peixe errado e cobra o seu preço.
Na colmeia de vidro, quem não bate a asa igual,
É visto como praga, como força do mal.
Se o pássaro canta em tom de trovão, Abrem-se as portas da exclusão.
"Sua asa é torta", diz o vigia do portão,E o ninho que acolhia vira expulsão.
Queriam a planta podada, bem murcha no vaso,Que aceitasse o veneno e morresse ao acaso.
Mas a flor que brota com espinho e com cor. Não cabe no molde do falso doutor.
Trancaram a porta, jogaram a chave no chão, Mas o grito que é livre não aceita prisão.
O VLaD, Por Diogo Cascais - movimento Amigos do VLaD, caps professor Luiz da Rocha Cerqueira
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Autor:
Diogo Cascais (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 31 de julho de 2026 16:25
- Comentário do autor sobre o poema: Escrevendo o que muitos não teria coragem de dizer, falando em metáforas para o entendedor , soprar o ar de justus
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 3

Offline)
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