A xícara fria
na mesa junto à janela,
que esqueci outra vez.
Esqueceste-me também,
na janela junto à mesa,
foste frio como a tempestade
de um início de tarde.
Mas quando a garoa cai
e o vidro embacia,
tua mão encosta
nos meus lábios.
A paisagem se desfaz
em lágrimas,
e tu olhas com saudade
o que não volta,
sussurras Verônica
e beijas Ayalah
como quem se despede
da promessa.
E eu sei que cair contigo
é um pequeno absurdo,
um êxtase cálido
que não pede sentido.
Amanhã direi: foi nada.
E esse nada continuará.
Pacto
de Ayalah Verônica Berg
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Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 31 de julho de 2026 10:31
- Comentário do autor sobre o poema: ...quando o nada é tudo o que resta.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 211
- Usuários favoritos deste poema: Versos Discretos, Rogério, Gilberto C. S. Jr., Michel F.M., Vilma Oliveira, Drica

Offline)
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