A última batida por amor a culpa vale ouro, um beijo um rosto que não consigo esquecer,
Sangrei cada pecado, cada alma que o dinheiro não pode comprar,
Ela veio como febre,
como fogo sob a pele, promessas nos lábios,
como veneno escorrendo deles.
Por medo de me aprofundar, nunca cheguei perto do teu beijo.
por um breve segundo pensei: Porque não fui eu?
Mesmo que quebrado por dentro, mesmo vazio te amei.
Neste meio tempo aprendi a saber que quase esqueci quem sou,
Mas paixão sem propósito não é só amor em uma prisão,
Então atravessei o desejo, feito uma espada atravessando o coração,
Porque comparar as cicatrizes é esquecer quem fui eu.
Cada passo foi uma guerra, cada guerra era uma vez,
Então aprendi, nem todo coração se preenche,
Nem todo erro se corrige,
Algumas dores existem apenas para serem lembradas.
Autor: Lord Shadow
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Autor:
Lord Shadow (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 30 de julho de 2026 15:35
- Comentário do autor sobre o poema: Este poema nasceu da ideia de que algumas marcas não existem para serem apagadas, mas para nos lembrar de quem fomos. Não fala apenas sobre um amor perdido, e sim sobre o confronto entre desejo, culpa e identidade. Enquanto escrevia, percebi que nem toda dor precisa de um final feliz para ter significado. Há sentimentos que atravessam a alma como uma lâmina, deixando cicatrizes que, com o tempo, deixam de representar fraqueza e passam a contar uma história. Se o leitor encontrar um pouco de si nestes versos, então eles cumpriram seu propósito.
- Categoria: Amor
- Visualizações: 3
- Em coleções: Prólogo.

Offline)
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