Medo da leveza/ inquietação

pseudohumanoexistencia

Viviam no meio do nada

da cortina que o vento empurrava

e a visão distorcida de forma temporária

O acordar com o silêncio e a paz que reinava 

Sempre trazia consigo uma inquietação

"É, não há mesmo mais nada."

Pouco depois, risadas, gargalhadas;

Brincavam na rua os vizinhos da outra casa.

Não era nem 8 horas da manhã. 

Passou o dia preocupada com o que cozinharia no almoço. 

Galinhada.

Sentava-se no divã enquanto esperava os próprios filhos, que depois se juntaram com os vizinhos

"Não há mesmo mais nada?"

Suspirava. 

 

Depois do almoço, a preocupação era o que iria cozinhar na janta. 

"O que é que o agrada?"

Pensou hoje, como se já não soubesse de mais nada.

Colocou o passatempo, o livro, de volta na estante

Pensou sobre o marido: "Não o conheço".

Aos filhos olhavam com distância. 

"Ah, esse tédio constante ainda me mata!"

É a vontade de viver que me faz querer morrer. 

Depressiva se depreciava. 

"Me culpo por não mais querer."

A paz entediante. 

  • Autor: shun (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 30 de julho de 2026 11:16
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 2
  • Em coleções: Realidade.


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