vigiado por nuvens de barbas cinzentas
e olhar vermelho sisudo de estação seca
suava verão que não sucedeu primavera
palco de céu azul carregado– dali afora
naquela vastidão medonha em único tom
nunca foi tão fácil encontrar seu eu lírico
embora se achasse perdido em seu íntimo
temia estrebuchar, e nem se dava à busca
e não lhe seguia a mais superficial poesia
não aprendera a poetar dor não inventada
e nem conhecia ciclos do ser devorado cru:
’o pensamento queimado não fazia brasa’
viu que o corpo animado pelas convicções
era o mesmo arrastado em despropósitos
’as alegrias idas não voltam, feito o tempo,
e há risos que só têm sentido se chorados’
sentia!
– esse poema foi publicado em meu blog pessoal (https://antoniobocadelama.blogspot.com/) em 30/07/25 –
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Autor:
Antonio Luiz (
Offline) - Publicado: 30 de julho de 2026 09:44
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4

Offline)
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