você disse uma vez, em camadas antigas
que era o tal subentendido inconveniente.
Muito me penei na tua falha
Daquele mesmo escape que surgiu nos pisos fundos.
E a verdade foi que a ti não muda nada.
Diz que sente mas apenas imita os programas
que ultrapassados te fazem rígido e traiçoeiro.
Não sente e só reproduz.
Só reproduz.
E a minha verdade foi que não sabe
e alucina o falso prazer.
Além daquilo que inventa da saudade
que, bem mal educada
não bate antes de entrar
e
não pede licença na calçada.
Não me agregam a nada as palavras abstratas substantivas.
Das diversas que semeia a dúvida da ideia
eu sou a nova saudade
inventada.
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Autor:
Júlia Clone (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 29 de julho de 2026 18:11
- Categoria: Amor
- Visualizações: 5
- Em coleções: sou eu, a ti.

Offline)
Comentários1
?O poema desenha o fechamento de um ciclo. Começa na dor e na perplexidade perante a insensibilidade do outro e finaliza com uma declaração autônoma e altiva.
Abraços,
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