sentindo outros lábios,
provando outros gostos,
você é um assunto cada vez menos frequente,
talvez tenha outro alguém ocupando minha mente,
ainda sim, nada disso é muito coerente.
e quando eu finalmente acho que acabou,
que eu superei,
que estou pronta para te deixar no passado,
algo estrondoso acontece,
as estruturas antigas tremem,
a agua sobe, inundando tudo de novo,
estou prestes a me afogar, mas lembro que não tem ninguém para me segurar,
ninguém para me ajudar,
ninguém para me salvar.
será que meu problema sempre foi esse?
esse medo de nunca aparecer ninguém?
eu só queria que fosse um pouco mais fácil,
se fosse mais fácil, talvez eu não passasse tantas noites em claro,
orando para você aparecer e segurar minha mão enquanto o mundo desaba sobre meus pés.
acho que eu sou uma garota egoísta.
uma menina covarde.
Eu ainda te amo,
volte pra casa.
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Autor:
darkbloom (
Offline) - Publicado: 29 de julho de 2026 00:59
- Comentário do autor sobre o poema: o que posso dizer? eu tento esquecer, mas o cara bonito do bar não é você, ele não vai me fazer ir pra longe de você, tenho medo de nunca conseguir conhecer alguém que faça amar outra pessoa que não seja você.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3

Offline)
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