Ser ou não ser?
Eis o amor.
Que transforma o vazio em algo completo,
Torna o nada absoluto em tudo universal,
Traz da profunda tristeza o riso mais reto,
E romantiza até o mais triste funeral.
Mas, afinal:
Ser ou não ser?
Eis o amor.
Que, no fim, faz o seu completar esvaziar-se,
Faz o infinito barulho voltar ao silêncio,
Faz o mais lindo e grande sorriso ocultar-se,
E torna o feriado pascal um enterro frio.
Ser seu?
Ou não ser seu?
Ser meu?
Eis o amor.

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