Estou presa na revolução que entra em ebulição dentro do meu ser.
Respiro profundamente e percebo meu corpo estremecer, procurando pertencer.
Dúvidas permeiam meus pensamentos que, em velocidade máxima, ultrapassam a própria luz.
Olho e já não me reconheço. A matéria da qual meu corpo foi criado já não me cabe; sinto-me transbordando pelas grades que ainda insistem em me conter.
Gritos silenciosos, a todo momento, me atormentam e me chamam para fora de mim, mas ainda me sinto segura no único lugar seguro que conheci.
Esforço-me até a exaustão e consigo me enxergar fora das margens de mim mesma, enquanto continuo a lutar pelo dia em que me libertarei da prisão que eu mesma construí.
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Autor:
Eliete Souza (Pseudónimo (
Online) - Publicado: 28 de julho de 2026 18:25
- Categoria: Reflexão
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Online)
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