Sem máscaras, sem filtros e muito menos mentiras
Eu lembro da tarde que estávamos na frente da cantina de nossa faculdade
A cantina fechada, poucas pessoas no campus devido ao final do período e um final de tarde
Nós sentados no banco, você sentada no meu colo e o vento mexendo o seu cabelo
Uma iluminação indireta iluminava aquele campus
Você sempre tão bela e me falando absurdos
"As vacinas causam autismo nas crianças"
Eu achava algumas de suas opiniões absurdas porém isso pouca importa quando amamos alguém
Hoje olho para trás e vejo a beleza das cenas que vivemos
Gostaria que elas fossem menos cinematográficas do que são
E o que me resta? O sucesso que eu te prometi
O dinheiro, a estabilidade e, principalmente, a liberdade
Eu estou construindo o homem que te prometi a cada dia
Vou salvar os meus e salvar os outros
Porém, no final, não vou me salvar de uma vida sem amar
Talvez seja consequência de um pedido que eu fiz para Deus quando era pequeno
"Eu escolho Os Lusíadas ao amor"
Ou é apenas o destino construindo esse homem que eu te prometi
Independente de tudo saiba, alguém que escreve se apaixonou por você
E acabou te eternizando nesses versos mesmo sem falar o seu nome
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Autor:
Arthur Drummond Duarte (
Offline) - Publicado: 27 de julho de 2026 17:32
- Comentário do autor sobre o poema: Dedico esse texto a todos que, nessa geração principalmente, começaram a viver como adultos cedo demais e por consequência amaram cedo demais. Temos uma vida inteira pela frente para encontrar um novo amor, uma nova pessoa e por isso eu te digo para acreditar nisso ainda, com relações cada vez mais líquidas e efêmeras acaba sendo difícil acreditar todavia devemos e vamos, até porque estamos em site de escritores e é um dever nosso acreditar que o amor ainda existe. \r\n\r\nUma ótima tarde a todos!
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
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