Passageiro

Cauã Reymond

Estou cercado

pela mansidão

que me traz para perto.

 

De manhã cedo, o coração sorriu.

Como borboletas que saltitam

pelo ar.

 

A mente vagueia

em mundos diferentes,

com pessoas diferentes,

sentindo a liberdade

de braços abertos.

 

Da fresta da porta

posso ver o mundo,

o mesmo mundo que ninguém

percebe.

 

Sem aviso, o corpo desperta.

Ele percebe:

a mente ilude.

Assim como um passageiro

em um ônibus,

o coração é conduzido pouco a pouco

às ilusões.

 

No coração

posso ver a inocência

que ninguém percebe.

 

Como um cordeiro que segue

o seu pastor,

Ele abre a porta para

o que jamais desejou.

 

A velha carne

consciente de sua natureza,

recusa ferozmente a mente.

 

No princípio a mente

fantasiava,

levada por suas ilusões.

Agora ela nem consegue descansar.

 

De repente, o corpo caiu.

O coração bateu.

  • Autor: Santos (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 26 de julho de 2026 17:09
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 5


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