Você tem cheiro de novo.
Quando chegou, meu olfato não te reconheceu.
E como poderia?
Ainda não te conhecia.
Havia em você um ar arredio,
mas também um aroma de recomeço.
Meu paladar, que por tanto tempo se acostumou ao amargo do chocolate,
de repente descobriu o doce sabor do caramelo.
E eu, que já havia me conformado com a venda sobre os meus olhos,
quando a retirei,
que linda visão pude contemplar:
você.
Então ouvi a sua voz...
Ahh, a sua voz...
Uma melodia tão vibrante
que fez meu coração pulsar como há muito tempo não pulsava.
O toque de suas mãos é tão preciso,
quase cirúrgico.
Outro dia, tive um enorme espanto.
A laceração que havia em meu peito desapareceu,
delicadamente suturada
pela leveza das suas mãos.
Desde então,
vivo em constante guerra entre a razão e a emoção.
A razão repudia a sua permanência.
A emoção suplica para que você fique.
E os sentidos?
Ahh...
Os meus sentidos não suportam,
nem por um segundo,
a ideia da sua ausência.
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Autor:
Rosa Black (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 26 de julho de 2026 12:12
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 13
- Usuários favoritos deste poema: almapoetica

Offline)
Comentários1
Que poema maravilhoso.
Como eu gostaria de ser a inspiração de um poema assim.
Que sorte dele(a)
Escreva mais, nos conte mais sobre essa pessoa tão especial.
Parabéns pela sua escrita, a intensidade de suas palavras é tão profunda, que deu até pra enxergar através dos teus olhos.
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