A minha mente está presa, eu consigo sentir os limites do meu raciocínio e as coisas que não consigo compreender.
Isso me deixa louco, é como uma coceira infernal na garganta, que nunca acaba e eu apenas me acostumo com ela.
Até a hora que eu lembro que ela existe e então volto a gritar calado.
Eu me sento no chão do banheiro gelado sozinho, penso e repenso se ja chegou a hora de tentar denovo.
Logo guardo as coisas porque não tive coragem mais uma vez.
Não tive coragem do mesmo jeito que não tinha de proteger a minha mãe do meu pai quando era criança.
E como ainda não tenho de confrontar ele nos dias de hoje.
Saio na noite antes de dormir, deito na grama com música nos ouvidos, sinto as formigas subindo no meu braço, como se eu fosse uma montanha forte e imponente onde elas podem repousar.
Depois chego em casa, bato a porta do meu quarto, e sento na minha cama no escuro, olho pro teto e me pergunto se não seria mais fácil.
Lá no fundo, continuo sendo a mesma criança sozinha que tinha medo do pai matar a mamãe.
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Autor:
Mateus Carrillo (
Offline) - Publicado: 26 de julho de 2026 11:06
- Comentário do autor sobre o poema: feito após sair pelas ruas da noite com musica nos ouvidos, lembranças e sentimentos do fundo da minha mente.
- Categoria: Triste
- Visualizações: 3

Offline)
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